Reabilitação

A reabilitação do doente crítico é fundamental para a recuperação plena de suas capacidades físicas e mentais. O processo de reabilitação inicia dentro da própria internação na UTI e, muitas vezes, estende-se ao período pós-alta hospitalar. Um processo adequado de reabilitação tem o potencial de impactar positivamente na qualidade de vida do paciente. Fisioterapia, fonoterapia, psicoterapia e nutrição fazem parte do conjunto de medidas de reabilitação pós-UTI e devem ser realizadas sempre que indicadas.

Recomeçando

Recomeçar a vida após passagem pela UTI pode não ser uma tarefa fácil. Mudanças na imagem corporal, fraqueza muscular, cansaço, dificuldade para se alimentar e fragilidade emocional são grandes desafios a serem superados. Tanto a qualidade de vida como o retorno às atividades sociais (retorno ao trabalho, por exemplo) dependem muito do suporte familiar e do engajamento pessoal em atividades de reabilitação. Nesse contexto, a vontade de melhorar configura-se em um grande aliado para a recuperação pós-UTI.

Estratégias de Reabilitação

A estratégia de reabilitação pós-UTI depende do tipo e do grau de limitação que o paciente apresenta. Por exemplo, pacientes com predomínio de fraqueza muscular e baixa capacidade física podem se beneficiar de fisioterapia e programas de reabilitação funcional. Pacientes com fragilidade emocional (ansiedade, depressão, estresse) têm indicação de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Pacientes com limitações na fala ou na deglutição se beneficiam de acompanhamento com fonoaudiólogo. Pacientes em risco nutricional devem receber acompanhamento com um nutricionista. No âmbito de incerteza sobre qual a estratégia de reabilitação deve ser seguida, a opinião do médico assistente é preciosa, pois ele pode identificar os aspectos de maior fragilidade e indicar medidas de reabilitação específicas.