Engajamento na Visita

A visita familiar ampliada pode beneficiar o paciente em diversos aspectos do seu cuidado na UTI. Contudo, para que isso ocorra da melhor forma possível, é fundamental o entendimento sobre como o familiar pode ajudar o paciente, o engajamento no auxílio da recuperação do enfermo e o respeito às normas básicas de segurança dentro da UTI.

 

Formas de como o familiar pode contribuir para a melhora do paciente

* Ajudar a equipe da UTI a entender o paciente: O diálogo do familiar com a equipe da UTI pode ser de grande valia para o paciente. É fundamental que o time assistencial tenha acesso a informações precisas sobre doenças prévias, medicamentos, hábitos e limitações do paciente. Estando na visita ampliada, o familiar terá mais oportunidades para fornecer estas informações tão valiosas para os profissionais da UTI.

 

* Ajudar o paciente a entender informações sobre o seu estado de saúde: Muitas vezes, o paciente grave apresenta dificuldade para compreensão de informações prestadas pela equipe da UTI: diagnóstico, tratamentos, exames etc. Essa dificuldade deve-se a fatores diversos, tais como sedação, confusão, negação de sua doença e fragilidade emocional. O familiar na visita ampliada pode auxiliar o paciente a entender adequadamente as informações sobre o seu cuidado.

 

* Reforço do tratamento: O familiar pode ajudar a reforçar a aderência do paciente ao tratamento através de mensagens positivas.

 

* Ajudar tranquilizar o paciente: O ambiente de UTI e o contexto de doença grave podem provocar estresse, medo, ansiedade e sintomas de depressão no paciente gravemente enfermo. O familiar tem um papel muito importante na prevenção e também no manejo dessas reações. O simples fato de estar ao lado do paciente, segurando sua mão e prestando apoio e esperança já são suficientes para amenizar o mal-estar emocional do doente.

 

* Ajudar a reorientar o paciente: A presença do familiar junto ao paciente na UTI tem o potencial de prevenir ou, pelo menos, amenizar sintomas neurológicos indesejáveis tais como desorientação e confusão mental. Contribuição para criar um ambiente mais familiar para o paciente, atitudes frequentes de reorientação do paciente (informar data, horário e local, por exemplo) e palavras de tranquilização são estratégias importantes para combater a desorientação e a confusão mental dentro da UTI.

 

* Participação em atividades de cuidado básico: A administração de cuidados ao paciente é de responsabilidade exclusiva da equipe da UTI. Contudo, em determinadas situações e sob orientação da equipe de enfermagem, o familiar pode também participar de pequenas atividades de cuidado. Em algumas situações, inclusive, é de preferência do próprio paciente que o familiar participe de determinadas ações de cuidado (alimentação e banho, por exemplo). Vale lembrar que tais atividades devem ser supervisionadas pela equipe da UTI, pois, muitas vezes, o paciente possui alguma limitação para realizá-las. Em caso de dúvida, informe-se com a equipe de enfermagem.